A candidata a vice-governadora realizou esse posicionamento ao fomentar o projeto à Câmara dos Deputados de Andrelina Magaly da Silva A candidata a vice-governadora Gisela Simona (União), na segunda-feira (24), defendeu que a bancada parlamentar de Mato Grosso tenha mais autonomia e resultados ao apresentar projetos na Câmara dos Deputados. Essa declaração foi feita durante o lançamento da candidatura como deputada federal de Andrelina Magaly da Silva (PP), conhecida como Magaly, que atuou como chefe da assistência social em Cáceres. Aproximadamente 300 pessoas participaram do evento. Na ocasião, Gisela citou o potencial social e econômico como um dos pontos fortes da região oeste de Mato Grosso. Ela avaliou que, por isso, os mato-grossenses dessa área merecem mais representatividade em Brasília. “Uma região que produz, trabalha e tem um potencial enorme não pode continuar chegando a Brasília apenas para pedir. Precisa ter representação capaz de construir, defender e trazer resultados. É isso que espero de Magaly: uma voz firme, preparada e comprometida com Cáceres e com toda a região Oeste”, afirmou. Durante seu pronunciamento, a candidata a vice-governadora acrescentou que tem um “significado pessoal” sobre Cáceres, pois foi onde cursou Direito na Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT) e criou vínculos permanentes. Segundo ela, seu histórico com a região reforça sua responsabilidade de acolher demandas e viabilizar projetos. Conhecida em Cáceres pela atuação no serviço municipal e como vereadora, Magaly garantiu lutar “incansavelmente” em Brasília por recursos aos setores públicos. “A nossa região precisa de uma voz firme em Brasília, que conheça a realidade do interior e lute incansavelmente por recursos para a saúde, infraestrutura e assistência social. O nosso povo não quer promessa. Quer oportunidade, dignidade e resultado”, destacou.
CMN muda regra para destravar renegociação de dívidas rurais
O Conselho Monetário Nacional (CMN) alterou as regras de financiamento da renegociação das dívidas rurais para tentar acelerar as contratações que continuam enfrentando dificuldades nas instituições financeiras. A partir da mudança aprovada nesta segunda-feira (24.08), os bancos poderão destinar até 40% dos recursos obrigatórios do crédito rural à composição dos débitos dos produtores. A medida corrige um entrave identificado depois da regulamentação da Medida Provisória nº 1.376/2026. A regra anterior limitava o uso dos recursos obrigatórios ao saldo das operações liquidadas ou amortizadas até 22 de julho. As instituições financeiras alegaram dificuldade para identificar, separar e controlar esses valores durante a contratação das novas operações. Com o ajuste, o CMN substituiu essa referência por um percentual. Cada instituição poderá utilizar até 40% das exigibilidades e subexigibilidades previstas no capítulo 6-2 do Manual de Crédito Rural para financiar as renegociações. Esses recursos correspondem a uma parcela dos depósitos à vista que os bancos são obrigados a direcionar ao crédito rural. O percentual de 40%, portanto, não se aplica a todo o dinheiro disponível nas instituições financeiras nem significa que essa parte das dívidas dos produtores será automaticamente renegociada. Na prática, a mudança amplia a fonte que poderá ser empregada na composição dos débitos e simplifica o controle das operações pelos bancos. A expectativa é reduzir uma das dificuldades operacionais que vinham atrasando a análise dos pedidos desde a publicação da resolução original, em julho. A alteração, entretanto, não obriga as instituições financeiras a aprovar os financiamentos. Cada solicitação continuará sujeita à análise de risco, à capacidade de pagamento do produtor, às garantias apresentadas e às políticas internas do banco ou da cooperativa de crédito. Esse ponto é importante porque a disponibilidade formal de recursos não assegura que o dinheiro chegará ao produtor. Parte dos agricultores que mais precisa da renegociação acumula parcelas vencidas, garantias comprometidas e redução de renda após sucessivas perdas climáticas e quedas nos preços recebidos. A linha regulamentada pela Resolução CMN nº 5.330 permite reunir determinadas dívidas rurais em uma nova operação, com prazo maior e condições definidas conforme o enquadramento do beneficiário e a intensidade das perdas. Podem ser incluídas operações de custeio, comercialização e industrialização, além de parcelas de financiamentos de investimento que atendam aos critérios estabelecidos. Na regra geral, o produtor precisa comprovar perdas em pelo menos duas safras entre 2019 e 2025, redução mínima de 30% da renda bruta agropecuária esperada e relação entre o prejuízo e eventos climáticos extremos ou a queda dos preços dos produtos financiados. Para agricultores familiares enquadrados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), o limite chega a R$ 400 mil, com juros de 6% ao ano e prazo de até oito anos. Médios produtores vinculados ao Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) podem contratar até R$ 2 milhões, com taxa de 9% ao ano. Para os demais produtores, a linha alcança R$ 4 milhões, com juros de 12% ao ano. Cooperativas de produção agropecuária, quando atuarem na condição de produtor rural, podem contratar até R$ 50 milhões. A primeira amortização do principal está prevista para dois anos depois da contratação, embora os juros devam ser pagos durante esse período. Há condições diferenciadas para quem comprovar perdas em três ou mais safras, redução mínima de 40% da renda esperada e danos provocados por eventos climáticos extremos. Nesse enquadramento, o prazo pode chegar a dez anos, os limites individuais aumentam e as taxas ficam menores. O teto para agricultores familiares sobe para R$ 500 mil, com juros de 5% ao ano. No Pronamp, o limite passa a R$ 2,5 milhões e a taxa cai para 8%. Os demais produtores podem contratar até R$ 8 milhões, com juros de 11% ao ano. Para cooperativas, permanece o limite de R$ 50 milhões, também com taxa de 11%. O acesso depende de laudo elaborado por profissional legalmente habilitado, com a comprovação das perdas e da relação entre os prejuízos e as dívidas apresentadas. Os bancos poderão solicitar documentos adicionais e uma nova avaliação técnica quando encontrarem inconsistências. As operações precisam ser contratadas até 12 de novembro de 2026. Como o prazo é para a conclusão da contratação, e não apenas para a entrega do pedido, o produtor interessado deve procurar a instituição financeira com antecedência e reunir os contratos, os saldos devedores, os documentos da propriedade e os comprovantes das perdas. A adesão à composição não impede, por si só, a contratação de novos financiamentos rurais nem pode ser usada como motivo para incluir o beneficiário em cadastro restritivo. A liberação de outro crédito, porém, também continuará dependendo da avaliação do banco. O CMN aprovou ainda uma correção nas normas do Pronamp. O texto passa a esclarecer que os financiamentos de comercialização contratados por médios produtores devem observar as regras específicas dessa modalidade no Manual de Crédito Rural. A alteração procura eliminar dúvidas de interpretação, sem criar uma nova linha ou ampliar os limites já estabelecidos. A nova decisão remove um obstáculo técnico, mas o resultado somente poderá ser medido pelo volume efetivamente contratado. Para o produtor endividado, o avanço ocorrerá quando os recursos anunciados se transformarem em propostas aprovadas antes do encerramento do prazo. Fonte: Pensar Agro
“Mato Grosso cresceu porque o Governo criou condições para quem produz e investe”, afirma secretário
Salto da produção de grãos, segundo Marcelo de Oliveira, se deve a mais de 7 mil km de rodovias asfaltadas e confiança do produtor nos investimentos do Governo de MT O salto de Mato Grosso de cerca de 66 milhões para mais de 110 milhões de toneladas de grãos se deu pela capacidade dos produtores e foi possível porque o Estado voltou a investir na infraestrutura para acompanhar a velocidade de expansão da economia. A afirmação foi feita nesta terça-feira, 25, pelo secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira. “Quando o produtor não tem certeza de que conseguirá escoar sua produção, ele tem medo de investir. Quando ele vê a infraestrutura sendo construída, ele muda a forma de produzir, investe, aumenta a produtividade e industrializa”, ele afirmou. Marcelo disse que o fortalecimento da logística de transporte foi um dos principais resultados construídos nos últimos anos e defendeu que o governador Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmando que ele se encontra preparado para conduzir uma nova etapa desse processo, ampliando as condições para Mato Grosso continuar crescendo, atraindo investimentos e gerando oportunidades. Um dos exemplos citados é o etanol de milho. Mato Grosso praticamente inaugurou uma nova cadeia industrial a partir do grão e hoje lidera a produção nacional. O processo também ampliou a produção de DDG, coproduto utilizado na alimentação animal e que contribui para o avanço da pecuária intensiva. “Mato Grosso não produzia etanol de milho e hoje somos líderes nacionais. Isso ajuda a gerar novos investimentos e abre novas fronteiras para o desenvolvimento. A infraestrutura é parte fundamental desse processo”, disse. Marcelo também defendeu que um dos diferenciais da atual gestão foi levar a capacidade de investimento do Estado para além das grandes rodovias e estabelecer parcerias diretamente com os municípios. Durante passagem por Campos de Júlio, o secretário vistoriou a pavimentação de 42 quilômetros da Linha Cabaçu, executada em parceria entre o Governo e a prefeitura. A estrada atravessa uma importante região produtora de algodão e também atende linhas de transporte escolar. Aproximadamente metade do trecho já está pavimentada. “O Governo faz essas parcerias porque sabemos que muitos dos problemas estão nos municípios. Aqui está concentrada uma grande produção de algodão e precisamos garantir infraestrutura para que essa produção continue crescendo. Esse é um compromisso do governador Otaviano Pivetta: trabalhar também nas estradas municipais, porque é nelas que grande parte da produção começa a ser transportada”, assinalou. Segundo Marcelo, a parceria com as prefeituras não se restringe às estradas. O Estado participa de investimentos em pavimentação urbana, habitação, iluminação pública, recuperação de escolas, construção de pontes e outras obras. Em Campos de Júlio, o secretário citou investimentos em iluminação de LED, habitação, reforma de escolas estaduais e microrrevestimento de ruas. “Administração municipalista é o que está sendo feito hoje no Estado de Mato Grosso. O Governo está trabalhando com os municípios porque é lá que as pessoas vivem e onde estão muitas das necessidades que precisam ser resolvidas”, destacou. Em uma agenda que vai percorrer 12 cidades da região, Marcelo também citou obras que estão abrindo novas ligações e integrando áreas que durante décadas enfrentaram dificuldades de infraestrutura. Entre elas estão as conexões entre o Parecis e o Vale do Guaporé, a pavimentação da Serra de Nova Lacerda e a MT-199, que liga Vila Bela da Santíssima Trindade à fronteira com a Bolívia. Marcelo também destacou a ponte sobre o Rio Juruena, com 1.410 metros de extensão, que vai criar uma nova ligação entre as regiões Norte e Noroeste. “Quando olhamos o mapa de Mato Grosso, vemos que existem obras em todas as regiões”, ele observou. Para Marcelo, o desafio dos próximos anos é preservar a capacidade de investimento conquistada pelo Estado e avançar sobre os gargalos que ainda limitam o desenvolvimento de Mato Grosso. O secretário destacou que a experiência municipalista de Pivetta e sua participação na gestão estadual dão ao governador conhecimento sobre os desafios que Mato Grosso ainda precisa enfrentar. “O Pivetta conhece a realidade dos municípios e sempre defendeu que o desenvolvimento precisa chegar a todas as regiões. Vamos continuar trabalhando para que Mato Grosso avance cada vez mais, seja na infraestrutura, na produção, na saúde, na educação, na segurança e na melhoria da qualidade de vida da população”, concluiu.
Prefeitos do PL vão às redes, declaram apoio e entram na campanha pela reeleição de Pivetta
Gestores de 17 municípios manifestaram apoio ao governador; adesões incluem prefeitos eleitos por partidos que não integram a coligação Depois de pegar a carta de apoio de 133 prefeitos, o governador Otaviano Pivetta postou vídeos de apoios de prefeitos de 17 municípios de Mato Grosso. Entre eles, dois do Partido Liberal, o PL: Emerson Sabatine, prefeito de Itanhangá, e Edilson Antônio Piaia, prefeito de Campo Novo do Parecis. Dos que declararam apoio a Pivetta, 11 pertencem a partidos que estão fora da aliança eleitoral do governador. Além dos dois do PL, há cinco prefeitos eleitos pelo MDB, três eleitos pelo PSB e um pelo PRD. Os apoios alcançam diferentes regiões de Mato Grosso, do Araguaia ao Norte e Noroeste, passando pelo Oeste e Médio-Norte. Os prefeitos do MDB que manifestaram apoio a Pivetta e entraram na campanha são: João Filho Marques Rodrigues, de General Carneiro; Mariano Kolankiewicz Filho, de Água Boa; Volmir Bassani, de Santa Rita do Trivelato; Vanderlei Antônio de Abreu, de Porto dos Gaúchos; e Jacob André Bringsken, de Vila Bela da Santíssima Trindade. Os três eleitos pelo PSB são: Reginaldo Martins Del Colle (Narizinho), de Nova Nazaré; Júnior Contador, de Novo Santo Antônio; e, José Pereira Maranhão (Zé Maranhão), de Alto Boa Vista. O prefeito eleito pelo PRD é Valdinei Holanda Moraes (Nei da Farmácia), de Juara. Os prefeitos dos partidos que integram a aliança de Pivetta e que aparecem na publicação são Jadilson Alves, de Curvelândia; Marilda Sperandio, de Alto Taquari; Vilson Biguelini, de Canarana; e Valdemar Gamba (Chico Gamba), de Alta Floresta, do União Brasil; João Rogério de Souza, de Nova Bandeirantes, do Republicanos; e Eder Marquis, de Arenápolis, filiado ao PP. Pivetta, que foi prefeito de Lucas do Rio Verde por três mandatos, tem usado sua experiência municipalista como um dos argumentos da campanha e defende que parte importante dos problemas enfrentados pela população precisa ser resolvida em parceria com as prefeituras. Nos últimos anos, o Estado ampliou parcerias municipais em áreas como infraestrutura urbana e rodoviária, habitação, saúde, educação, iluminação pública e construção de pontes.




