
Foto: Mayke Toscano
“Todos vocês acompanharam a decisão do ministro Flávio Dino. Essa decisão impõe a todos nós, do nosso grupo político, uma restrição: eu e o ex-governador Mauro Mendes, pela decisão, não podemos nos comunicar”, explicou Garcia.
As cautelares determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) inviabilizaram a logística cotidiana do alinhamento eleitoral entre os principais quadros da coligação. Segundo o deputado, a proibição de contato pessoal e institucional com o ex-governador e candidato ao Senado criou entraves intransponíveis para a condução conjunta do pleito majoritário.
“Não podemos estar no mesmo local. Isso impõe a todos nós dificuldades de poder tocar a campanha”, ressaltou o parlamentar perante a imprensa.
Retorno à disputa proporcional
Fábio Garcia revelou que a mudança de rumos atendeu a um apelo formal dos líderes das agremiações que compõem o arco de alianças da base aliada de Pivetta. Diante da necessidade de preservar a fluidez do projeto ao Executivo estadual, a cúpula partidária sugeriu o seu retorno à disputa proporcional na Câmara dos Deputados.
“Eu recebi o pedido dos presidentes dos partidos da nossa coligação para que eu avaliasse a saída da vice e voltasse à candidatura de deputado federal”, destacou.
Sensível aos impactos da medida na campanha ao Palácio Paiaguás, o parlamentar optou por ceder espaço na chapa majoritária para destravar a articulação do grupo e focar sua atuação na reeleição ao Congresso Nacional. “Entendendo que precisamos tocar para frente o projeto, eu vou voltar a ser candidato a deputado federal”, confirmou Garcia, pondo fim às especulações de bastidores.
Reconfiguração na base governista
A saída de Fábio Garcia abre caminho para que o governador Otaviano Pivetta e os partidos aliados definam um novo nome para ocupar a vaga de vice-governador até o prazo limite das convenções e registros eleitorais.
A movimentação reconfigura o tabuleiro político da base governista, que busca reorganizar suas forças para mitigar os impactos da ação judicial e manter a coesão do arco partidário na disputa estadual.